Salve, amigos!
Finda a quaresma, estamos em ritmo de carnaval 2011!Mas as notícias, infelizmente, não tratam da alegria momesca, e sim da vergonha que banca a festa, uma história carimbada recentemente com a prisão do presidente da Unidos de Vila Isabel: *POR JOÃO ANTÔNIO BARROS*Rio - A ação da Polícia Federal pode ter jogado balde de água fria nadisputa que prometia reeditar em Niterói a guerra travada há oito anos pelafamília Andrade, em Bangu. A ascensão de Wilson Vieira Alves, o Moisés, nocomando do caça-níquel na cidade coincide com a redução do poder do detetiveMarcos Antônio Lira e a queda da escola de samba Viradouro para o Grupo deAcesso do Carnaval do Rio. Era o policial civil quem gerenciava o jogo e asmáquinas em Niterói e São Gonçalo desde a morte do chefe, José CarlosMonassa Bessil, em 2005. Lira também sucedeu Monassa na presidência daescola.O plano para afastar o detetive das bancas começou há dois anos e foideterminado pela cúpula da contravenção, como investigou a Polícia Federal.A estratégia incluiu o atentado a Marcos Lira, em janeiro de 2008, e a mortede seus aliados, como o diretor administrativo da Viradouro, Paulo RobertoPaiva Mendonça, o Paulinho Bambambã, em outubro de 2008. Sua administração àfrente dos negócios da família Monassa não agradou e os bicheiros resolveramagir. A ordem foi para o detetive deixar os pontos.Para o lugar de Marcos Lira, o ‘presidente da cúpula’ do bicho, AiltonGuimarães Jorge, o Capitão Guimarães, designou o amigo de Carnaval WilsonVieira Alves. Foi com ele que o capitão iniciou uma parceria vitoriosa naUnidos de Vila Isabel.O policial civil não gostou da destituição e a todo momento o seu grupoprometia retomar os negócios. A derrota no Carnaval do Rio da Viradouro —último reduto da família Monassa sob o poder de Lira — era a esperança desepultar de vez o agente.Antes do desfile da escola e durante a apuração dos resultados querebaixaram a Viradouro, Marcos Lira afirmou que havia sido montado esquemapara prejudicar a escola. “Já estava montado, armado para a Viradouro cair.Todo mundo sabe que eu tive problemas com algumas pessoas”, atirou opolicial. Ele não citou nomes, mas sua munição estaria direcionada paraMoisés e Capitão Guimarães, ambos com bom trânsito na Liga Independente dasEscolas de Samba (Liesa) e que hoje, curiosamente, faz plenária paraapresentar as justificativas das notas do desfile.Com os ânimos acirrados entre Lira e Moisés, a cúpula do jogo do bicho temiaa repetição em Niterói de nova guerra pelo controle do caça-níquel, o quelevaria os bicheiros a um desgaste com a Justiça estadual e federal, onderespondem a processo criminal.Marcos Lira foi homem de confiança e segurança de Monassa. No fim de março,o filho de Wilson, Vinícius Alves, teve o carro blindado atingido por umtiro na lataria quando deixava a Cidade do Samba, na Gamboa. Moiséscontestou o atentado e atribuiu o disparo a um ladrão, durante perseguiçãopolicial.No comando da Unidos de Vila Isabel desde 2004, Moisés foi preso ontem porvolta das 7h em luxuoso apartamento na Avenida Atlântica, no Leme. Com umavista panorâmica do mar, o imóvel de 800 metros quadrados tem seis quartos euma grande sala decorada em azul e branco, em homenagem à escola.Militar reformado, Moisés ganhou fama e prestígio no mundo do samba ao levara Vila Isabel ao título do Carnaval carioca de 2006. Ele chegou a Azul eBranca pelas mãos do ex-presidente da Liesa, Ailton Guimarães Jorge, oCapitão Guimarães, de quem é homem de confiança. “Moisés é presidente daVila e comerciante. Isso tudo é leviano”, disse seu advogado, Júlio Leitão.Mas ele também conquistou inimigos nos últimos anos. O principal seria opresidente da Viradouro, Marcos Lira, com quem disputa o controle decaça-níqueis em Niterói.
É isso!AbraçosTuta
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